quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sei lá eu o que isto quer dizer...

Pedaços de mim...
perdidos num acaso,
nunca antes encontrado.
Pedaços de ti...vislumbrados,

num futuro que ainda não tem passado...
Onde estás tu?!  ó musa inspiradora...feiticeira...senhora da noite escura
que me assaltas todas as vezes que mergulho nesta escuridão...

Encontrei conforto nesta solidão,

mas não consigo suportá-la mais.

vem derrete-me...leva-me contigo junto ao peito
bebe-me refresca-te comigo
até à última gota...
sou para ti um néctar que os deuses fabricaram
a poção mágica que te faz deliciar por mais...
mas tendo mais...não me banalizes...
não me deites a perder...
como as ondas do mar...
que vêm e que vão....dando a provar apenas um pouco da sua imensidão...

Quero que sejas a minha realidade...
o meu oceano...enquanto eu sou a tua terra...
sê corajosa para viver comigo até que o sol se ponha...
sê virtuosa para viver comigo até que ele renasça novamente...
sê humilde para viver comigo hoje assim como no depois de amanhã do ontem...
vem que eu de braços abertos te recebo...
te apoio...te contemplo...
far-te-ei minha rainha do reino sem fim...
onde quer que estejas....onde quer que me leias...
procuro na imensidão do mar...
por ti...

A ressonância do meu bradar aos céus...no fundo do mar...
repercutir-se-á pela eternidade...
até que tu acordes desse leito adormecido
onde quer que estejas; e que me procures...
e te venhas juntar a mim...

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Por outras palavras...











 

 


E deixar-me devorar pelos sentidos... 
E rasgar-me do mais fundo que há em mim...
Emaranhar-me no mundo
e morrer por ser preciso,
nunca por chegar ao fim...

segunda-feira, 12 de março de 2012

Ode to architecture



I only meant to love you
Didn't you know it?!
Didn't you know it?!
Why couldn't you be content
With the love I gave?! oh yeah!
I gave you my heart...
But you wanted my mind, oh yeah
Your love scares me to death,
Oh it's the chokin kind
That's all it is!

Étienne-Louis Boullée's "Temple of Death," Interior (1795)


domingo, 4 de março de 2012

Muito bem dizido....









"Só confio nas sondagens que foram manipuladas por mim"

Winston Churchil

Caso para me lembrar de uma velhota,
aqui da região,que afirmaria ao ler isto:

"Mas que muito bem dizido!"

domingo, 1 de janeiro de 2012

O Paradoxo do Nosso Tempo

O paradoxo do nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais baixos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores;mais medicina, mas menos saúde.
Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma irresponsável, rimos de menos, conduzimos rápido demais, irrita-mo-nos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente pensamos...

Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores.
Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita frequência.
Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.
Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida á extensão de nossos anos.
Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrar-mos com nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos
coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma.

Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e
carácter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos.
Estes são tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra no lares; temos
mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição.

São dias de duas fontes de rendimento, mas de mais divórcios; de residências mais belas, mas lares quebrados.

São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, relacionamentos de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.

É um tempo em que há muito na vitrina e nada no stok; um tempo em que a tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer alguma diferença, ou simplesmente ser indiferente!

"Dr. Moorehead"